Exportações do algodão brasileiro alcançam maior volume da história em 2025, consolidam liderança global e reforçam papel estratégico do agro
O Brasil encerrou 2025 com um marco histórico no comércio exterior do agronegócio. As exportações do algodão brasileiro atingiram níveis inéditos, confirmando a força do setor e a consolidação do país como maior exportador mundial da pluma. O resultado de dezembro surpreendeu até a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), referência nacional no acompanhamento do mercado.
De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), divulgados no dia 6 de janeiro, o país embarcou 452,5 mil toneladas de pluma apenas em dezembro, gerando uma receita de US$ 707,4 milhões. O volume representa um crescimento superior a 28% em relação a dezembro de 2024, configurando o maior embarque mensal da história do algodão nacional.
Segundo o presidente da Anea, Dawid Wajs, o desempenho coroa uma virada importante ao longo do ano. Após um início de temporada mais lento, o setor ganhou tração no segundo semestre, impulsionado por demanda externa consistente e por uma safra recorde no campo.
“Foi um resultado altamente positivo, com o maior volume mensal da história, coroando uma retomada impressionante. Ainda temos muito trabalho pela frente para escoar uma safra que também foi recorde”, destacou Wajs.
Ele atribui parte desse sucesso ao trabalho contínuo de promoção internacional do algodão brasileiro por meio do programa Cotton Brasil, iniciativa que reúne a Anea, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e a ApexBrasil.
O desempenho reforça um velho ensinamento do campo: produtividade, organização e mercado andam juntos. Quando a lavoura responde, o porto acompanha — e o mundo compra.
“Isso reforça a importância de uma logística mais equilibrada e resiliente para o setor”, observou Wajs.
Traduzindo: menos gargalos, mais competitividade — algo que o agro brasileiro conhece bem desde os tempos em que estrada de chão era rotina.
O Paquistão também ampliou significativamente suas compras, com 487,7 mil toneladas, alta de 69%. Já o Egitoapresentou crescimento superior a 200%, superando 95 mil toneladas no ano.
Os números de 2025 deixam claro que o algodão segue como um dos pilares do agronegócio nacional. Com tradição no campo, tecnologia na lavoura e estratégia no comércio exterior, o Brasil mantém o fio firme no tear do mercado global — e mostra que sabe unir passado produtivo e visão de futuro.