O caso de um contrato polêmico de R$ 7 milhões firmado entre a Prefeitura de Correntina (oeste da Bahia) e um posto de combustíveis localizado no municípiosegue rendendo novos capítulos.
A gestão municipal, atualmente comandada por Walter Mariano Messias de Souza, conhecido como Mariano Correntina (União Brasil), fez um compromisso financeiro com o objetivo de suprir a frota pública.
O contrato consta na edição do Diário Oficial do Município (DOM) do dia 9 de dezembro de 2025. Ao todo, o contrato prevê o fornecimento de 1.162.000 litros de combustíveis.
Para fins de ilustração, se considerarmos que um veículo de grande porte consome cerca de 3.300 litros para realizar uma viagem equivalente a uma “volta ao mundo”, o combustível contratado seria suficiente para completar 352 voltas ao redor do planeta em menos de seis meses.
De posse do CNPJ do posto de combustíveis, a reportagem do Portal A TARDE fez uma pesquisa no site da Receita Federal para consultar a situação cadastral do empreendimento.
Conforme as informações obtidas, o posto atua no ramo de comércio varejista de combustíveis para veículos automotores. Já entre as atividades secundárias estão:

Já quando é feita uma consulta ao Quadro de Sócios e Administrados (QSA), dois nomes chamam atenção. O primeiro deles é o do deputado federal Adalberto Rosa Barreto, mais conhecido como Dal Barreto (União Brasil).
O outro envolvido com o posto de combustível é o prefeito eleito de Riacho de Santana em 2024, Dr. João Vitor (PSD). Ele atua como sócio-administrador do equipamento.
O pessedista, no entanto, foi afastado do cargo em outubro do ano passado após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). No lugar dele, tomou posse Tito Eugênio Cardoso de Castro (Podemos).
O Portal A TARDE entrou em contato com as assessorias do deputado federal Dal Barreto e do prefeito afastado, mas ainda não obtivemos resposta. O espaço segue aberto para os devidos esclarecimentos.