O que deveria ser apenas o transporte de um veículo danificado para conserto terminou em nova ocorrência policial e levantou questionamentos sobre responsabilidade e segurança no transporte rodoviário. Um ônibus que havia tombado na madrugada de quarta-feira (11), na BR-020, em São Desidério (Ba), foi flagrado circulando em condições precárias até ser interceptado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), já em Goiânia.
O acidente na BR-020
O caso teve início no dia 11 de fevereiro, na BR-020, nas proximidades de São Desidério, no oeste da Bahia. Sob chuva forte, o motorista perdeu o controle da direção, o ônibus invadiu a pista contrária e tombou.
O acidente deixou 22 pessoas feridas. As vítimas foram socorridas por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e do Corpo de Bombeiros de LEM, sendo encaminhadas para atendimento médico em Roda Velha e LEM. Apesar da gravidade, não houve registro de mortes.
A decisão que expôs novos riscos:
Após o tombamento, a medida mais segura seria o transporte do veículo por guincho, considerando os danos estruturais sofridos. No entanto, segundo apurado, a empresa Real Maia, responsável pelo veículo, optou por enviar um motorista para conduzir o ônibus por centenas de quilômetros até Goiás, mesmo após o acidente.
A decisão transformou o que seria um simples deslocamento para reparo em um risco potencial para todos os usuários da rodovia.
O flagrante em Goiânia
Já na capital goiana, o ônibus foi abordado pela PRF durante fiscalização. A inspeção revelou um cenário alarmante de irregularidades: Ausência do retrovisor esquerdo; Todos os vidros do lado esquerdo quebrados; Para-brisa panorâmico estilhaçado; Proteção do motor danificada; Lâmpadas queimadas. Diante das condições constatadas, os agentes autuaram o responsável e determinaram a imediata retirada do veículo de circulação, exigindo a remoção por guincho.