O mapa do samba carioca mudou nesta quarta-feira (18). A apuração do Carnaval do Rio de Janeiro confirmou a vitória da Unidos do Viradouro e decretou o rebaixamento da Acadêmicos de Niterói, que havia levado para a Sapucaí um enredo em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Campeã com 270 pontos, a Viradouro levantou o público ao transformar a própria bateria em protagonista. A escola apostou na força rítmica e na figura de Mestre Ciça como fio condutor do desfile, estratégia que garantiu notas altas e a liderança na classificação geral.
Já a Acadêmicos de Niterói, que abriu a primeira noite de apresentações com o enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, não conseguiu repetir o desempenho que a levou ao título da Série Ouro em 2025. Com 264,6 pontos, terminou na 12ª colocação e retornou à divisão de acesso em 2027.
A diferença na parte de cima da tabela foi mínima. Beija-Flor de Nilópolis e Unidos de Vila Isabel empataram com 269,9 pontos, seguidas de perto por Acadêmicos do Salgueiro e Imperatriz Leopoldinense.
Os jurados avaliaram nove quesitos: bateria, harmonia, evolução, samba-enredo, enredo, mestre-sala e porta-bandeira, comissão de frente, alegorias e fantasias, cada detalhe fez diferença em uma apuração marcada por tensão até as últimas notas.
A edição de 2026 foi pautada por diversidade temática. A Imperatriz exaltou Ney Matogrosso, enquanto a Estação Primeira de Mangueira levou à avenida referências afro-indígenas da Amazônia. A Portela mergulhou na história do príncipe Custódio Joaquim de Almeida, e a Mocidade Independente de Padre Miguel homenageou Rita Lee.
A Viradouro também chamou atenção pelo retorno de Juliana Paes ao posto de rainha de bateria após 17 anos, um dos momentos mais comentados da segunda noite de desfiles.