Mesmo sendo um setor tão robusto quanto diverso, o agro tem pautas comuns a todas as cadeias produtivas e que podem ser mais bem trabalhadas quando pensadas conjuntamente. Este é o propósito da Aliança do Agro, uma espécie de “conselho”, criado em 2025, que reúne representantes de 13 entidades de representação de classe ligadas à produção agrícola e à agroindústria no Cerrado baiano. Na última terça-feira (3), a Aliança se reuniu pela primeira vez este ano, para discutir temas e possíveis soluções para o pleno desenvolvimento da atividade produtiva na região, alinhando posicionamentos para otimizar as possíveis iniciativas. O encontro ocorreu na sede da Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), em Luís Eduardo Magalhães.
Com decisões e esforços colegiados, a ideia é que ações atualmente empreendidas individualmente pelas lideranças de cada setor possam ganhar musculatura através de estratégia e investimento conjuntos. “Claro que as entidades têm suas agendas próprias e vão continuar trabalhando por elas, mesmo em pautas que também estão no escopo de trabalho da Aliança. Mas a ação em bloco é muito efetiva. O produtor de algodão também planta soja, milho e outras culturas, e essa conexão, se reflete também nas instituições que representam o setor. Nós nos complementamos”, explica a presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Alessandra Zanotto Costa.
O presidente da Aiba, Moisés Schmidt, também enfatizou que a coordenação entre as entidades amplia a capacidade de diálogo do setor produtivo. “Quando as instituições se unem para discutir temas comuns, conseguimos avançar de forma mais estruturada em pautas que impactam toda a agroindústria da região”, afirmou. “Agradeço a presença de cada um na nossa reunião, um encontro extremamente produtivo, que mostrou mais uma vez a força e a importância da nossa Aliança para o agronegócio da Bahia. As pautas que definimos e as prioridades que traçamos para 2026 são passos gigantes, e materializam o espírito de cooperação e representação das entidades como ‘a voz do produtor’. Seguimos juntos, construindo um agro cada vez mais forte para toda a Bahia”, complementou Moisés.
Para a presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Luís Eduardo Magalhães, Gleice Fontana, a Aliança representa um avanço importante para consolidar a representação do setor produtivo. “A união das entidades amplia nossa capacidade de atuar em temas que impactam toda a cadeia do agronegócio regional, desde produtividade e tecnologia até sustentabilidade econômica, social e ambiental”, afirmou.
Participam da Aliança do Agro: Associação Baiana de Pecuária (Acrioeste); Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa); Associação dos Produtores de Sementes dos Estados do Matopiba (Aprosem); Associação Brasileira dos Produtores de Soja – Regional Bahia (Aprosoja-BA); Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba); Associação dos Produtores Rurais da Chapada do Rio Pratudão (Aprup); Associação dos Revendedores e Representantes de Máquinas, Equipamentos e Implementos Agrícolas do Oeste da Bahia (Assomiba); Cooperativa Agropecuária do Oeste da Bahia (Cooproeste); Cooperativa de Produtores Rurais (Cooperfarms); Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb); Fundação Bahia (Fundação BA); Sindicato dos Produtores Rurais de Barreiras (SPRB) e o Sindicato dos Produtores Rurais de Luís Eduardo Magalhães (SPRLEM).
Imprensa Aliança do Agro