Pré-candidato ao Planalto, Zema renuncia em MG, e Simões assume o governo Romeu Zema (Novo) formalizou na manhã de hoje a renúncia ao governo de Minas Gerais. Seu vice, Mateus Simões de Almeida (PSD), assumiu o posto e deve comandar o estado até dezembro de 2026. O que aconteceu Zema é pré-candidato à Presidência da República. Já Simões deve concorrer para governador nas eleições de outubro. O […]

Romeu Zema (Novo) formalizou na manhã de hoje a renúncia ao governo de Minas Gerais. Seu vice, Mateus Simões de Almeida (PSD), assumiu o posto e deve comandar o estado até dezembro de 2026.

O que aconteceu

Zema é pré-candidato à Presidência da República. Já Simões deve concorrer para governador nas eleições de outubro.

O político do Novo discursou em tom de presidenciável. “Devolvemos o governo de Minas para os mineiros de bem e agora precisamos fazer a mesma coisa pelo Brasil”, afirmou, iniciando as críticas ao governo Lula (PT).

Ninguém aguenta mais a farra da corrupção, ninguém aguenta mais viver com medo, ninguém aguenta mais a conta não fechar no fim do mês. Não importa o quanto o brasileiro batalhe, o Brasil está sendo destruído por esse governo que está lá em Brasília, o Brasil está sendo destruído pelo mesmo sistema que destruiu Minas Gerais.Romeu Zema, em discurso

Zema deixa o governo de MG com rombo de R$ 11,3 bilhões no caixa no último ano de gestão. O valor consta no RGE (Relatório de Gestão Fiscal), enviado ao Tesouro Nacional, com um raio-x da situação financeira do estado em 2025, segundo reportagem publicada em fevereiro pelo portal O Tempo.

Já Simões falou em equilíbrio entre os poderes e criticou o presidente Lula. “Entendo que é necessário promover o exercício pleno das atribuições constitucionais do Executivo, ao mesmo tempo que mantenho em mira as responsabilidades e limites de cada esfera de poder. Só assim, a lógica dos freios e contrapesos será de equilíbrio, e não de subserviência. De autonomia, e não de antagonismo”, disse.

durante a cerimônia de posse.

O novo governador também contou histórias que teria ouvido durante viagens por Minas Gerais. Uma delas é sobre uma professora atendida por um médico estrangeiro sem registro no CRM (Conselho Regional de Medicina). “O Estado considera que esse médico é suficiente para atender e cuidar da saúde e da vida dela, mas o papel que ele assina não serve para conceder a licença [médica]”, disse em crítica ao programa Mais Médicos.

Nascido em Gurupi (TO), Simões tem 45 anos. Formado em direito, ele já atuou como professor universitário, secretário-geral do estado e foi vereador pelo Novo em Belo Horizonte entre 2016 e 2020. É procurador licenciado da ALMG.

Duas cerimônias marcaram a sucessão. A primeira delas ocorreu na ALMG (Assembleia Legislativa de Minas Gerais) e foi conduzida pelo presidente da Casa, deputado estadual Tadeu Leite (MDB). A segunda parte foi realizada na sequência, no Palácio da Liberdade, sede do governo mineiro.

Corrida presidencial

Partido Novo lançou pré-candidatura de Zema à Presidência da República em agosto de 2025. O prazo de desincompatibilização — ou seja, a data limite em que

Zema deveria deixar o cargo para estar apto a concorrer à presidência — se encerra em 4 de abril.

Apesar de ser pré-candidato a presidente, ex-governador mineiro é sondado para vice. Lideranças como o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, veem com bons olhos a possibilidade de ele ser vice na chapa com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Zema disse em janeiro que recusou um convite de Flávio para ser vice. Segundo ele, os dois teriam “propostas diferentes”. Mesmo assim, o próprio Simões já afirmou que uma eventual parceria entre os dois unificaria a direita em Minas — o que contribuiria para a eleição de Simões para o governo do estado em outubro

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