O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), deixará o cargo de ministro do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços no próximo dia 2 de abril. A confirmação foi feita nesta sexta-feira (27), durante agenda do Partido Socialista Brasileiro.
A saída de Alckmin ocorrerá dentro do prazo de desincompatibilização previsto pela legislação eleitoral. Apesar de deixar o ministério, o pessebista continuará exercendo a função de vice-presidente no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), já que o cargo não exige afastamento para fins eleitorais.
Nos bastidores da política em Brasília, a expectativa é que ele seja novamente indicado para compor a chapa presidencial ao lado de Lula nas eleições deste ano.
Segundo o próprio vice-presidente, o prazo legal para desincompatibilização é 4 de abril. No entanto, como a data coincide com a Sexta-Feira Santa, a saída do ministério deve ocorrer dois dias antes.
O cenário eleitoral também foi comentado por Alckmin durante o evento do PSB. Para ele, a disputa presidencial deve representar uma escolha entre projetos políticos distintos. O vice-presidente avaliou ainda que o embate tende a se concentrar entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
“Vamos ter, este ano, uma escolha entre quem respeita o povo e quer democracia e quem gosta de ditadura, que é mandar no povo”, declarou.