Por que a reeleição para deputado pode ficar mais difícil na Bahia Trocas de partidos deixam cenário mais competitivo As eleições podem ser “desafiadoras”para deputados federais baianos que buscam a reeleição em outubro, segundo avaliou o cientista político Cláudio André de Souza durante entrevista ao portal A TARDE. Com o fim da janela partidária, no último sábado, 4, partidos como PSB e Republicanos, por exemplo, passaram a […]

Trocas de partidos deixam cenário mais competitivo

As eleições podem ser “desafiadoras”para deputados federais baianos que buscam a reeleição em outubro, segundo avaliou o cientista político Cláudio André de Souza durante entrevista ao portal A TARDE.

Com o fim da janela partidária, no último sábado, 4, partidos como PSB e Republicanos, por exemplo, passaram a contar com novos nomes competitivos. Isso pode dificultar que parlamentares como Lídice da Mata, Léo Prates e Diego Coronel renovem o mandato na Câmara dos Deputados.

Segundo o cientista, esse cenário está ligado a dois fatores importantes do sistema eleitoral: a composição da nominata, que é a lista de candidatos que um partido lança para deputado, e a situação do partido na cláusula de desempenho, regra que define se a legenda terá acesso ao fundo partidário e ao tempo de rádio e TV.

“O cenário é desafiador para vários partidos, que passam a calcular as nominatas, e projeção de votos da chapa. Isso também perpassa a necessidade de alcançar a cláusula de desempenho”, disse o cientista, que complementou:

“Na Bahia, ao menos três deputados federais oficializaram a troca de legenda em um movimento que entendo que redesenha o cenário eleitoral”, explicou.

Por que calcular a nominata é importante?

O partido precisa fazer o cálculo da nominata antes de fechar a chapa proporcional para:

  • escolher candidatos com potencial de voto;
  • equilibrar nomes fortes e medianos;
  • estimar quantos votos cada um pode ter;
  • prever se, somando tudo, a chapa consegue atingir votos suficientes para eleger um ou mais deputados.

Cenário complicado para Lídice

O PSB, partido de Lídice da Mata, filiou nomes de peso para a corrida federal, como Mário Negromonte Júnior, Vitor Bonfim e Elisângela Araújo, todos com potencial eleitoral alto.

O movimento acendeu o alerta dentro da legenda. Para Cláudio André, esse será o cenário “mais desafiador da trajetória de Lídice”.

“O partido ganhou mais musculatura e sempre é um risco crescer na direção da competição interna. O resultado, no entanto, depende da composição final da chapa e da estratégia de votos do partido”, reforçou.

Número das últimas eleições

Na eleição de 2022, Mário Negromonte Júnior somou 147.711 votos, superando Lídice, que obteve 112.385.

Já Vitor Bonfim, então candidato a deputado estadual, teve 68.043 votos.

Enquanto Elisângela alcançou 73.138, ficando na suplência na Câmara dos Deputados pelo PT.

 

 

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