A Polícia Federal intimou mais de 30 pessoas para prestar depoimento em investigação que apura possíveis desvios em aposentadorias e pensões do INSS. Entre os nomes citados está a empresária Roberta Luchsinger, apontada como ligação entre Fábio Luís Lula da Silva e o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes.
Segundo as investigações, Luchsinger, sócia da RL Consultoria e Intermediações, já havia sido alvo de busca e apreensão em fases anteriores da operação. No entanto, a defesa da empresária afirma que não houve intimação formal. De acordo com o advogado Bruno Sales, foi enviado apenas um e-mail consultando sobre a possibilidade de depoimento, e que ela já prestou esclarecimentos por escrito, permanecendo à disposição das autoridades.
A apuração da PF aponta que pagamentos teriam sido realizados por ordem do lobista à empresária. Um dos repasses identificados, no valor de R$ 300 mil, aparece em mensagens apreendidas durante a investigação. Ao todo, os valores transferidos podem chegar a R$ 1,5 milhão.
Em uma das conversas analisadas, o lobista solicita a um operador financeiro o envio de recursos à empresa de Luchsinger e menciona “o filho do rapaz” ao ser questionado sobre o destinatário final, o que levantou suspeitas de possível referência a Lulinha.
Os investigadores também analisam movimentações financeiras para verificar eventual repasse de valores ao filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Até o momento, a apuração busca evitar medidas mais amplas, como quebra generalizada de sigilo.
Atualmente, Lulinha já teve os sigilos bancário, fiscal e telemático quebrados por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, a pedido da própria PF. A investigação inclui ainda a apuração de uma possível mesada de R$ 300 mil. O caso segue em andamento, com novas oitivas previstas nos próximos dias.