A Vila do Algodão, da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) proporcionou, nesta sexta-feira (12), um encontro entre produção e criação: a estilista baiana Adriana Meira comandou um Ateliê de Customização na loja “Escolha Fibra Natural”, em parceria com a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e o Movimento Sou de Algodão. A programação dividiu-se em dois momentos: uma oficina matinal para costureiras e artesãs de Luís Eduardo Magalhães e uma sessão exclusiva para associadas da Abapa à tarde, além de um bate-papo sobre identidade e mercado com a estilista e a presidente da entidade, Alessandra Zanotto Costa.
“O algodão baiano percorre um caminho imenso das lavouras até as mãos de estilistas como a Adriana, que transformam a fibra em arte e identidade. Quando promovemos esse encontro aqui na Bahia Farm Show, estamos mostrando que o campo e a moda falam a mesma língua: a da qualidade, da rastreabilidade e do orgulho de ser brasileiro. É esse fio que queremos fortalecer”, afirmou Alessandra.
Adriana assina uma estampa exclusiva para uma camiseta comemorativa disponível durante a feira na loja do Movimento Sou de Algodão. Nascida em Brumado, no sertão baiano, ela construiu uma trajetória singular na moda brasileira. Artesã e estilista, ela mistura em suas criações técnicas como bordado, colagem, pintura e costura, carregando em cada peça referências culturais, memórias e uma espiritualidade que se tornou marca do seu trabalho. Formada em Gestão e Design de Moda pela Unifacs, ganhou projeção nacional ao vestir nomes como Preta Gil, Leticia Colin e Mariana Ximenes, e participou da São Paulo Fashion Week ao lado de outros estilistas parceiros do Movimento Sou de Algodão.
Agenda
Pela manhã, Adriana participou de uma oficina prática de customização que valoriza a mão de obra local e conecta o saber-fazer artesanal com as possibilidades da fibra natural. “Quando a gente vê um espaço como este, com uma profissional como ela, a gente fica com uma expectativa muito grande de aprender muito”, conta a costureira Roseli Santos, da Associação Amigos da Arte (AMA), de Luís Eduardo Magalhães.
À tarde, a experiência foi direcionada às associadas da Abapa, uma oportunidade de vivenciar o percurso que o algodão faz do campo até a roupa que se veste. “Foi minha primeira vez em Luis Eduardo Magalhães e na feira, Achei tudo impressionante. Fiquei bem feliz de participar das oficinas e, principalmente, trabalhar com algodão”, disse a estilista.
O dia terminou com uma conversa descontraída entre Adriana Meira e a presidente da Abapa sobre identidade, mercado e o papel do algodão natural na moda contemporânea.
Mulheres defendem governança, sucessão planejada e atuação coletiva durante encontro na Bahia Farm Show
A construção de negócios rurais preparados para o futuro, o fortalecimento da governança e o papel das mulheres na continuidade das empresas familiares foram tema do Café da Manhã com Mulheres do Agro: Cultivando Legados, que reuniu a presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Alessandra Zanotto Costa, a conselheira da entidade Ana Paula Franciosi e a engenheira agrônoma e especialista em gestão do agronegócio, Alessandra Decicino. O encontro ocorreu no estande da Basf, nesta sexta-feira (12). Integrantes do Núcleo Mulheres do Agro também acompanharam as discussões.
Ao abordar os desafios da gestão no campo, Alessandra destacou a importância da segurança jurídica, da utilização estratégica de dados e da previsibilidade para a tomada de decisões. Segundo ela, a capacidade de transformar informações em planejamento é cada vez mais determinante para a sustentabilidade dos negócios rurais. “São elementos que a gente pode utilizar, a partir dos dados e da clareza dos nossos negócios, para entender onde estamos e para onde queremos ir.”
A presidente da Abapa também reforçou o papel das entidades representativas na defesa dos interesses do setor e na construção de soluções coletivas. “O produtor, quando para de olhar somente para o seu talhão e seu negócio, e começa a olhar para o coletivo, automaticamente consegue operar melhor a governança dentro do seu próprio negócio”, afirmou.
Durante o painel, Ana Paula Franciosi chamou a atenção para a necessidade de estruturar os processos sucessórios de forma planejada e transparente. “Hoje eles querem: como é que está a tua governança? Como é que você está estruturada dentro do negócio? Isso é fato”, enfatiza.
Outro tema recorrente foi o protagonismo feminino na profissionalização das empresas rurais. As participantes destacaram que muitas mulheres têm assumido papel estratégico na implementação de processos, no desenvolvimento de pessoas e na construção de estruturas mais preparadas para enfrentar os desafios do crescimento dos negócios e das futuras sucessões.
No encerramento, as participantes defenderam que o futuro do agronegócio passa pela educação, pela profissionalização da gestão e pela capacidade de comprovar práticas ligadas à sustentabilidade, rastreabilidade e governança. Para elas, esses elementos serão cada vez mais decisivos para a competitividade e a longevidade das empresas rurais.
Funcionários da Abapa fazem tour pela Vila do Algodão e participam do Cotton Cine
Cerca de 50 colaboradores de diferentes áreas da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) participaram, nesta sexta-feira (12), de uma visita guiada à Vila do Algodão, espaço que apresenta ao público a trajetória da fibra desde o campo até a indústria. A iniciativa teve como objetivo fortalecer o conhecimento sobre a cadeia produtiva do algodão e aproximar os funcionários das ações desenvolvidas pela entidade.
Durante o percurso, os participantes conheceram as etapas da produção da fibra, do capulho à pluma, passando pelos processos que transformam o algodão em matéria-prima para diversos produtos. Na sequência, visitaram o espaço do Programa Educacional Conhecendo o Agro, onde assistiram à animação “Algodão, a fibra naturalmente inteligente”. A produção apresenta, de forma lúdica, a importância do algodão para a sociedade, unindo tradição, tecnologia e inovação por meio do personagem AgripIAno.
Os colaboradores são de diferentes setores da associação, entre eles administrativo, patrulha mecanizada, laboratório, fitossanidade, sustentabilidade e Centro de Treinamento. Segundo o gerente de Recursos Humanos da Abapa, Waldenir Fernandes de Freitas, a iniciativa contribui para ampliar a integração entre as equipes e reforçar o propósito da instituição. “Essa ação reforça o compromisso da associação em promover a conexão entre as diversas frentes de atuação da associação, integrando nossos colaboradores, estimulando a troca de conhecimento e fortalecendo o sentimento de pertencimento”, afirmou.
Para ele, compreender o impacto do trabalho desenvolvido pela entidade contribui para o engajamento das equipes. “É justamente esse sentimento de pertencimento que faz com que nossos colaboradores estejam sempre engajados e motivados em todas as nossas frentes de atuação, entregando o melhor de si. Todos nós acreditamos em um único propósito: promover a cotonicultura baiana por meio de cada ação e de cada serviço, em um ambiente saudável, acolhedor e sustentável”, destacou.
Ao longo da visita, monitores acompanharam os grupos, apresentando informações sobre a produção do algodão, a qualidade da fibra, os avanços tecnológicos e os compromissos socioambientais assumidos pelo setor produtivo na Bahia.
Abapa e entidades se unem para propor ajustes em decreto e garantir segurança jurídica ao agronegócio baiano
Representantes da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Organização das Cooperativas do Estado da Bahia (Oceb), Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), da Cooperfarms e da Associação de Agricultores do Oeste da Bahia (Anea) decidiram construir uma proposta conjunta de ajustes ao Decreto nº 25.540, cuja entrada em vigor está programada para 1º de julho. A deliberação foi feita em reunião nesta sexta-feira (12), na Vila do Algodão, na Bahia Farm Show.
De acordo com o diretor executivo da Abapa, Gustavo Prado, o principal ponto debatido foi a necessidade de revisão dos critérios previstos no decreto. “As entidades avaliaram que alguns dispositivos, especialmente relacionados aos diferimentos de ICMS para operações em andamento, podem comprometer a dinâmica das atividades comerciais e gerar insegurança para o setor produtivo”, afirmou.
Durante o encontro, foi destacado que tanto a Oceb quanto a Abapa já encaminharam manifestações formais à Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia (Sefaz-BA), alertando para a necessidade de ajustes e solicitando a revisão dos pontos considerados mais críticos antes da vigência da norma.
Como encaminhamento da reunião, as entidades decidiram elaborar um ofício conjunto, que será assinado pela Abapa, Anea, Oceb e OCB e encaminhado ao secretário da Fazenda. O documento terá como objetivo contextualizar os impactos do decreto e apresentar sugestões de adequação que preservem os mecanismos de controle fiscal e de combate à sonegação, sem comprometer a comercialização do algodão beneficiado e outras operações estratégicas para a cadeia produtiva.
A construção do texto será realizada de forma colaborativa entre as entidades envolvidas. A expectativa é que a fundamentação técnica seja concluída até a próxima segunda-feira, permitindo que o documento seja finalizado e protocolado junto à Sefaz até quarta-feira.
Fonte: ABAPA