_Evento promovido pela Aiba chega à segunda edição em um momento de expansão da agricultura irrigada no Brasil e de crescente demanda por eficiência no uso da água e da energia no campo_
A Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) lançou em julho a segunda edição do Fórum de Irrigação da Bahia (FIBA), que será realizado nos dias 27 e 28 de novembro, consolidando o evento como um dos principais espaços de discussão sobre inovação, sustentabilidade e gestão eficiente dos recursos hídricos no agronegócio brasileiro.
O lançamento acontece em um cenário de crescimento contínuo da agricultura irrigada no país. Segundo o Atlas Irrigação, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o Brasil possui atualmente 6,95 milhões de hectares equipados para irrigação, figurando entre os dez países com maior área irrigada do mundo. Apesar desse avanço, o potencial de expansão ainda é considerado elevado, tornando o uso eficiente da água uma das principais agendas estratégicas para garantir produtividade, segurança alimentar e adaptação às mudanças climáticas.
A Bahia ocupa posição de destaque nesse cenário. Dados da Aiba apontam que o estado é o maior polo de agricultura irrigada do Brasil, com aproximadamente 375 mil hectares irrigados, sendo cerca de 82% dessa área concentrada no Oeste baiano. Os municípios de São Desidério e Barreiras lideram o ranking nacional de áreas irrigadas por pivôs centrais.
Voz do produtor
Para a produtora rural e diretora financeira da Aiba, Cristina Gross, promover um ambiente permanente de debate sobre irrigação é fundamental para manter a competitividade da produção agrícola brasileira.
“A irrigação deixou de ser apenas uma ferramenta para aumentar a produtividade. Hoje ela representa segurança alimentar, eficiência no uso dos recursos naturais, estabilidade diante das mudanças climáticas e maior competitividade para o produtor”, comenta Cristina. À frente do projeto na Aiba, a produtora defende a conexão entre conhecimento, inovação e experiências que permitam ao agro produzir mais com responsabilidade.
Cristina afirma que os desafios da irrigação vão muito além da disponibilidade de água e passam por temas como energia, tecnologia, planejamento e políticas públicas.
“Precisamos discutir gestão hídrica, eficiência energética, novas tecnologias, segurança jurídica e infraestrutura. O Oeste da Bahia é referência nacional em agricultura irrigada e tem muito a contribuir para a construção de soluções que fortaleçam o agro brasileiro. O FIBA será um espaço para reunir produtores, pesquisadores, empresas e instituições em torno desse objetivo comum.”
O protagonismo da Bahia também tem sido reconhecido nacionalmente. Em junho deste ano, a diretora e outros representantes da Aiba participaram, a convite da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), das discussões em Brasília sobre o futuro da agricultura irrigada no país. Entre os temas debatidos estiveram gestão eficiente da água, demanda energética, monitoramento hídrico e políticas públicas para ampliar a segurança hídrica da produção agrícola.
Ao reunir especialistas, pesquisadores, empresas e produtores rurais, o II Fórum de Irrigação da Bahia pretende ampliar o debate sobre soluções capazes de tornar a irrigação cada vez mais eficiente, sustentável e preparada para os desafios das próximas décadas.
*Sobre Cristina Gross*
Produtora rural no Oeste da Bahia e diretora financeira da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Cristina Gross é uma das principais lideranças do agronegócio no Matopiba. Atua na defesa de políticas públicas voltadas ao fortalecimento da produção agropecuária brasileira, com destaque para temas como irrigação, infraestrutura, logística, sustentabilidade, energia e segurança jurídica.
Informação à imprensa – Fonte para entrevistas
Cristina Gross está disponível para entrevistas sobre:
• O protagonismo do Matopiba no agronegócio brasileiro;
• Os desafios de infraestrutura enfrentados pelos produtores rurais;
• Logística, energia e irrigação como fatores de competitividade;
• O futuro da agricultura no Oeste da Bahia;
• A visão do produtor rural sobre desenvolvimento regional e políticas públicas.
Assessoria de Imprensa CACAU Comunicação