A corrida eleitoral entra em uma nova fase a partir deste domingo (16/8). Com o início oficial da campanha, candidatos de todo o país estão autorizados a pedir votos abertamente. A mudança libera a propaganda nas ruas, na internet e em outros meios, mas também impõe regras sobre gastos, divulgação de conteúdo e conduta.
A principal alteração é a permissão para o pedido explícito de votos, que antes era proibido. A partir desta data, os candidatos podem realizar comícios, carreatas e distribuir materiais gráficos, como santinhos e adesivos. O uso de alto-falantes e carros de som também passa a ser permitido, mas deve respeitar horários e locais determinados pela legislação.
O horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão, por sua vez, terá início em 28 de agosto.
Na internet, o impulsionamento de conteúdo em redes sociais é permitido, desde que seja claramente identificado como propaganda eleitoral e contratado por candidatos, partidos ou federações.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reforça a fiscalização para coibir a disseminação de notícias falsas e o uso de robôs para ampliar artificialmente o alcance das publicações. Para as eleições de 2026, as regras também exigem que o uso de inteligência artificial na propaganda eleitoral seja informado de maneira explícita ao eleitor.
Outra prática proibida é o disparo em massa de mensagens por aplicativos, como o WhatsApp, sem o consentimento dos usuários.
A legislação estabelece limites para evitar o abuso de poder econômico e garantir igualdade de condições entre os concorrentes. As regras também buscam proteger os eleitores de práticas consideradas abusivas.
Confira algumas das principais proibições:
Outra regra importante diz respeito aos gastos de campanha. O limite varia de acordo com o cargo disputado e com o município ou estado. Todos os custos precisam ser registrados e declarados na prestação de contas apresentada à Justiça Eleitoral.
A fase de propaganda eleitoral segue até 1º de outubro. O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro.