Café especial amplia olhar para o solo e coloca fertilidade no centro do manejo _Com mercado de café em expansão, produtores buscam estratégias de longo prazo para equilibrar nutrição, desenvolvimento das plantas e qualidade da lavoura_ Na produção de cafés de alta qualidade, o resultado que chega à xícara começa muito antes da colheita. Antes de falar em produtividade, qualidade dos grãos ou características sensoriais, existe uma etapa fundamental: […]

_Com mercado de café em expansão, produtores buscam estratégias de longo prazo para equilibrar nutrição, desenvolvimento das plantas e qualidade da lavoura_

Na produção de cafés de alta qualidade, o resultado que chega à xícara começa muito antes da colheita. Antes de falar em produtividade, qualidade dos grãos ou características sensoriais, existe uma etapa fundamental: a construção de um ambiente de solo capaz de sustentar o desenvolvimento das plantas ao longo dos ciclos produtivos.

Esse olhar tem ganhado espaço na cafeicultura brasileira à medida que produtores passam a tratar a fertilidade como uma estratégia de longo prazo, e não apenas como uma resposta às necessidades nutricionais imediatas da lavoura.

O movimento ocorre em um momento de forte relevância econômica para a atividade. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que a produção brasileira de café alcance 66,2 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, volume 17,1% superior ao registrado no ano anterior. Já levantamento da Embrapa aponta que o Valor Bruto da Produção dos Cafés do Brasil passou de R$ 44,21 bilhões em 2016 para R$ 119,05 bilhões em 2025, crescimento de aproximadamente 170% em dez anos.

Nesse contexto, o manejo do solo passa a ocupar uma posição estratégica dentro da busca por maior eficiência produtiva. Entre as alternativas utilizadas pelos produtores estão os remineralizadores, produtos de origem mineral que, de acordo com a legislação brasileira, podem contribuir para a alteração dos índices de fertilidade do solo por meio da adição de macro e micronutrientes e para a melhoria de propriedades físicas, físico-químicas ou da atividade biológica do solo.

A tecnologia

A remineralização não substitui o planejamento nutricional convencional. Sua proposta está relacionada à construção gradual da fertilidade, considerando características como mineralogia da rocha, disponibilidade de nutrientes, condições do solo e exigências da cultura.

“Na cafeicultura, principalmente quando falamos de lavouras que permanecem produtivas por muitos anos, é importante pensar além da necessidade nutricional de uma única safra. A remineralização entra justamente nessa lógica de construção do solo, fornecendo elementos minerais que podem participar de um programa de manejo planejado para médio e longo prazo”, explica Stéfano Lima, gestor comercial da Vulcano Agrominerais.

Mineralogia como parte da estratégia de manejo

O desempenho de um remineralizador está diretamente relacionado à composição e às características da rocha utilizada. No caso do Vulcano, a matéria-prima é uma rocha silicática cuja composição mineral apresenta elementos como cálcio, magnésio, potássio e silício.

Minerais como oligoclásio, actinolita, microclínio, biotita e muscovita representam mais de 80% da composição mineralógica da rocha e estão associados à presença de cálcio, magnésio e potássio. O material também apresenta teor de sílica livre de 18%, abaixo do limite de 25% estabelecido pela regulamentação para remineralizadores.

A legislação do Ministério da Agricultura e Pecuária estabelece critérios específicos para o registro e a comercialização desses produtos. Entre os requisitos previstos na regulamentação estão garantias relacionadas à presença de nutrientes e limites para elementos potencialmente tóxicos.

Para Stéfano Lima, a análise técnica deve estar no centro da decisão do produtor. “Não existe uma solução única para todos os solos e sistemas produtivos. O ponto de partida deve ser o diagnóstico. A partir da análise de solo e da compreensão das características da área, é possível definir como o remineralizador pode ser inserido dentro de um programa nutricional. É uma ferramenta de manejo, e não uma solução isolada”, afirma.

Essa abordagem ganha importância na cafeicultura porque o café é uma cultura perene e permanece no campo por vários anos. Assim, decisões relacionadas à correção, nutrição e construção da fertilidade podem repercutir sobre diferentes ciclos produtivos.

*Do manejo imediato à construção do solo*
A discussão sobre remineralização também acompanha um movimento mais amplo de busca por fontes alternativas e complementares de nutrientes na agricultura brasileira. O Serviço Geológico do Brasil (SGB) destaca o potencial dos insumos minerais de origem rochosa para aplicações agrícolas, incluindo fornecimento de nutrientes e práticas relacionadas à correção da acidez e ao manejo dos solos.

Para a cafeicultura, o conceito reforça uma mudança de perspectiva: a planta continua sendo o centro da tomada de decisão, mas o solo passa a ser observado com maior profundidade como parte do sistema produtivo.

“Quando o produtor entende que produtividade e qualidade não dependem apenas do que é aplicado diretamente sobre a planta, mas também das condições construídas no solo, o manejo se torna mais estratégico. A remineralização faz parte dessa visão de longo prazo, sempre associada a diagnóstico, recomendação técnica e acompanhamento dos resultados”, completa Stéfano.

Sobre a Vulcano Agrominerais

A Vulcano Agrominerais produz o Vulcano, um remineralizador de solos feito a partir de rocha mineral, com foco no fornecimento de nutrientes e na construção da fertilidade dos solos agrícolas. O produto é registrado no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a empresa atua com soluções para diferentes sistemas produtivos e culturas, incluindo soja, milho, cana-de-açúcar, pastagens e café.

Assessoria de Imprensa – CACAU Comunicação –

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