_Com previsão de 2,3 milhões de hectares cultivados no Cerrado baiano, tecnologia ganha espaço como alternativa para agilizar aplicações e ampliar as janelas de manejo na safra 2026/27_
A poucos dias do início da janela regular de plantio da soja no Cerrado baiano, produtores do Oeste da Bahia entram em uma nova corrida contra o tempo. Depois de uma safra marcada por produtividade recorde, a expectativa é de ampliação da área cultivada no ciclo 2026/27, aumentando também o desafio de executar cada etapa do manejo dentro da janela recomendada.
O calendário fitossanitário da Bahia estabelece o período de 8 de outubro a 31 de dezembro para a semeadura convencional da soja na safra 2026/27. Entre 25 de setembro e 7 de outubro, também foi permitida a semeadura antecipada em caráter excepcional.
A expectativa é de que a área destinada à cultura no Cerrado baiano cresça cerca de 4% e chegue a 2,3 milhões de hectares. A projeção do Conselho Técnico da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) aponta ainda produtividade estimada em 71 sacas por hectare.
Com lavouras cada vez maiores e janelas de operação condicionadas principalmente pelo clima, soluções que ajudam o produtor a ganhar agilidade no campo começam a ocupar espaço no planejamento da safra. Entre elas estão os drones pulverizadores, que podem atuar como complemento às máquinas convencionais em diferentes etapas do manejo.
Tecnologia para ganhar tempo no campo
Uma das principais vantagens dos drones está na possibilidade de realizar aplicações sem que equipamentos terrestres precisem trafegar diretamente sobre a lavoura. Além de reduzir o amassamento das plantas, a tecnologia pode viabilizar operações em situações nas quais o solo ainda não apresenta condições adequadas para a entrada de máquinas.
Para Luca Carvalho, especialista de Linha de Produto da Brasmáquinas, que comercializa soluções da linha DJI Agras, o ganho de eficiência está diretamente relacionado à capacidade de aproveitar melhor as janelas disponíveis para o manejo.
“O produtor precisa fazer a operação certa no momento certo. Quando as chuvas se regularizam, existe uma janela muito curta para plantar e iniciar o manejo de grandes áreas. Um atraso de poucos dias no controle de uma praga, doença ou planta daninha pode ter reflexo direto na produtividade”, explica.
Na prática, os drones podem ser utilizados tanto em aplicações em áreas maiores quanto em operações localizadas, como reboleiras de plantas daninhas, focos de pragas e doenças identificados pelo monitoramento, bordaduras e locais de difícil acesso.
“O drone entra justamente para dar agilidade e precisão nos momentos em que o equipamento convencional tem alguma limitação. Ele pode reforçar a capacidade operacional da fazenda quando existe uma urgência ou um pico de demanda”, afirma Luca.
Mais precisão no manejo
O avanço dos drones ocorre em paralelo à adoção de ferramentas de agricultura de precisão nas propriedades do Cerrado. Os equipamentos mais recentes incorporam sistemas de posicionamento, sensores, radares e controle automático de vazão, permitindo maior controle sobre parâmetros como velocidade, altura e faixa de aplicação.
O planejamento digital das rotas também permite organizar as operações de acordo com as características da área e registrar informações do trabalho realizado.
Para a Brasmáquinas, entretanto, o uso da tecnologia precisa estar associado ao planejamento agronômico e operacional da propriedade. A escolha do equipamento depende de fatores como tamanho da área, finalidade das aplicações, estrutura de abastecimento e recarga, logística de calda, capacitação da equipe e assistência técnica.
“Tão importante quanto escolher o equipamento adequado é pensar na estrutura de apoio e no pós-venda. Durante a safra, uma máquina parada custa caro. Ter assistência técnica, peças, treinamento e suporte especializado próximos da operação faz diferença”, destaca o especialista.
Uso correto da tecnologia
A operação de drones agrícolas segue regras específicas. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) estabelece requisitos para a utilização de aeronaves remotamente pilotadas em atividades aeroagrícolas, incluindo registro e capacitação dos operadores.
Para a Brasmáquinas, a profissionalização deve acompanhar a expansão do mercado.
“O equipamento é uma parte da solução. É preciso ter operador capacitado, planejamento, conhecimento da área, atenção às condições climáticas e suporte técnico. Quando toda essa estrutura funciona em conjunto, o produtor consegue extrair muito mais da tecnologia”, ressalta Luca.
Sobre a Brasmáquinas
A Brasmáquinas é especializada em soluções para o agronegócio, com atuação na oferta de máquinas, equipamentos e tecnologias voltadas à eficiência e produtividade no campo. A empresa trabalha com soluções da linha DJI Agras, de drones agrícolas, oferecendo aos produtores acesso à tecnologia, suporte técnico e orientação para as diferentes demandas da operação agrícola.
Assessoria de Imprensa CACAU Comunicação –