Após os resultados das eleições, e o consequente movimento econômico negativo dos indicadores financeiros, prefeituras de todo o Brasil decidiram adotar medidas de contenção e redução de despesas para os meses de novembro e dezembro de 2026.
Em Minas Gerais, o município de São Domingos da Prata publicou em suas redes sociais, no dia 26, um Comunicado Oficial informando uma decisão administrativa que reforça a “necessidade de manter o equilíbrio financeiro e garantir a responsabilidade na aplicação dos recursos públicos”.
No Rio de Janeiro, o governador eleito Douglas Ruas (PL) já anunciou corte no Carnaval do Rio, pondo fim aos camarotes oficiais do governo voltados a políticos e autoridades na Marquês de Sapucaí. Ruas manteve apenas os repasses de verbas para as escolas de samba e agremiações culturais.
*Dívida pública e queda na arrecadação*
O fato é que o Governo Federal terá pela frente um ajuste fiscal que pode chegar a R$ 450 bilhões para estabilizar a dívida pública. Diante deste cenário o que deve ocorrer ainda este ano é uma grande queda na arrecadação e, por consequência, a diminuição nos repasses para os municípios de todo o Brasil.
O professor Pedro Paulo Zahluth Bastos, do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), afirmou que cortes expressivos, discutidos durante a campanha presidencial, tendem a alcançar até os recursos das áreas sociais.
“Cerca de 90% do gasto primário federal é obrigatório: Previdência, BPC – Benefício de Prestação Continuada, pessoal, pisos de saúde e educação, Bolsa Família. O que sobra, as despesas discricionárias, soma pouco mais de R$ 200 bilhões”, disse o professor.