Ação identificou ao menos 12 vítimas; investigado já tinha condenações por crimes graves
A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (27), a Operação Rapina, com cumprimento de mandados em Barreiras, no Oeste da Bahia em combate ao exploração sexual de crianças e adolescente na intenet. A ação também ocorreu em Ibipitanga.
Durante a ação, os policiais cumpriram dois mandados de busca e apreensão e prenderam o investigado, que já possuía ordens judiciais em aberto.
Segundo a Polícia Federal, as investigações identificaram ao menos 12 vítimas, todas menores de idade à época dos fatos. No entanto, os investigadores apontam que o número pode ser maior.
A apuração começou após um organismo internacional de proteção à infância encaminhar relatórios que indicaram a atuação recorrente de um usuário brasileiro em redes sociais.
De acordo com a PF, o investigado utilizava diversos perfis falsos para se aproximar de crianças e adolescentes. Em muitos casos, ele se passava por outras pessoas, inclusive menores de idade, com o objetivo de obter imagens íntimas.
Após estabelecer contato, o suspeito induzia as vítimas ao envio de conteúdo íntimo. Em seguida, ele ameaçava divulgar o material para familiares, amigos ou em perfis públicos, caso não recebesse novos conteúdos.
Em alguns casos, conforme a investigação, o material foi divulgado, ampliando os danos às vítimas e a circulação do conteúdo ilegal.
A Polícia Federal também identificou que o investigado utilizava múltiplos números telefônicos e contas digitais para dificultar sua identificação. Além disso, ele reutilizava imagens de vítimas anteriores para atrair novos alvos.
Para os investigadores, as condutas indicam atuação reiterada e estruturada, com prática de armazenamento, produção e compartilhamento de material ilícito.
O suspeito posssui histórico criminal, com condeção de 11 anos de reclusão, em regime fechado, pelo crime de estupro. Ele também recebeu condenação de três anos por crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente.
Além dessas condenações, o investigado responde a outros processos relacionados à divulgação de imagens íntimas de adolescentes.
As ordens judiciais foram expedidas pelos Tribunais de Justiça dos estados do Amazonas e do Tocantins, em razão de condenações por estupro de vulnerável e crimes relacionados ao armazenamento e compartilhamento de material ilegal.
A Polícia Federal informou que o investigado poderá responder por estupro de vulnerável, produção, armazenamento e compartilhamento de material de abuso sexual infantojuvenil, além de aliciamento de crianças e adolescentes.
Durante a operação, os agentes apreenderam dispositivos eletrônicos e outros materiais, que agora passam por análise. A PF pretende aprofundar as investigações, identificar novas vítimas e apurar possíveis outros crimes.