Nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (13), por volta das 6h, policiais civis da Delegacia Territorial de Luís Eduardo Magalhães foram acionados após informações sobre um homicídio consumado ocorrido na Rua Raquel de Queiroz, nº 77, no bairro Floraes Léa.
Diante da denúncia, equipes da Polícia Civil se deslocaram imediatamente até o local acompanhadas pelo delegado responsável pela investigação. Ao chegarem na cena do crime, os investigadores localizaram o suspeito ainda em frente à residência onde os fatos ocorreram.
O homem, identificado pelas iniciais R.D.N.S., estava portando uma sacola plástica contendo latas de cerveja e apresentava visível estado de embriaguez, além de comportamento alterado. Segundo a polícia, ele chegou a afirmar que teria poder para matar qualquer pessoa presente no local, inclusive policiais.
Durante as primeiras diligências, foi constatado que o corpo da vítima havia sido arrastado da área externa das kitnets para o interior de um pequeno cômodo ao lado da residência. Testemunhas relataram ter visto o suspeito ao lado do cadáver logo após o crime.
Em interrogatório, o conduzido confessou a autoria do homicídio. Conforme relato, ele mantinha desavenças com a vítima, conhecida pelo apelido de “Neguinho”, por conta de um revólver calibre .38 que teria sido emprestado anteriormente e não devolvido.
Ainda segundo o depoimento, ambos ingeriram bebida alcoólica durante toda a madrugada e, após uma discussão no interior da kitnet, o suspeito teria esganado a vítima com as próprias mãos. Em seguida, utilizou uma faca para golpeá-la na região do pescoço e posteriormente atingiu sua cabeça com um bloco de concreto, alegando que queria ter certeza da morte.
Após o crime, o autor afirmou que arrastou o corpo inicialmente para fora da residência e depois para um pequeno quarto ao lado. Ele também declarou que pretendia atear fogo no cadáver, mas não conseguiu concluir a ação.
Diante dos fatos, o suspeito recebeu voz de prisão em flagrante e foi conduzido para a Delegacia Territorial de Luís Eduardo Magalhães, onde permanece à disposição da Justiça. Ele deverá passar por audiência de custódia.
O caso será concluído pelo Núcleo de Homicídios, responsável pela investigação.
A Polícia Civil reforçou seu comprometimento no combate aos crimes violentos letais intencionais no município.