Conhecendo o Agro celebra sete anos e leva estudantes ao Cotton Cine, na Bahia Farm Show O Programa Educacional Conhecendo o Agro, da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), celebrou, nesta quinta-feira (11), sete anos com uma programação especial na Bahia Farm Show. Até o dia 13 de junho, estudantes de escolas municipais de 13 municípios do Oeste da Bahia e visitantes da feira podem participar das sessões do Cotton […]

O Programa Educacional Conhecendo o Agro, da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), celebrou, nesta quinta-feira (11), sete anos com uma programação especial na Bahia Farm Show. Até o dia 13 de junho, estudantes de escolas municipais de 13 municípios do Oeste da Bahia e visitantes da feira podem participar das sessões do Cotton Cine, espaço onde a Turma do Agripino apresenta, de forma lúdica e acessível, a trajetória do algodão, do campo aos produtos presentes no cotidiano das pessoas. Este ano, a atração em cartaz é o filme “Algodão, a fibra naturalmente inteligente”, uma divertida história que coloca em perspectiva a inovação e a tradição, com a turma, agora adolescente, conhecendo um novo personagem, o AgripIAno, que vai mostrar em campo e por holografia, como o algodão é produzido e porque é tão importante para a humanidade.

Em 2026, a proposta do Cotton Cine é dar continuidade às aventuras da turma que fez sucesso na Bahia Farm Show 2025, com o filme “Procurando Belinha”, em que as crianças, ao tentar regatar uma cadelinha fujona, vão parar numa fazenda e descobrir um novo mundo, bem pertinho de casa. Agora mais velhos, os estudantes são convidados pela professora a embarcar em uma nova imersão pela cadeia produtiva do algodão para entender a relação entre a matéria-prima e a Revolução Industrial. No caminho, conhecem os diferentes tipos de fibras, e as vantagens do algodão, que evoluiu ao longo de sua histórica, mas não mudou em essência, sendo uma alternativa “naturalmente inteligente”. Desta vez, a aventura ganha um novo guia: AgripIAno, uma versão em Inteligência Artificial do carismático Vô Agripino, que conduz a turma de forma divertida e interativa pelos diferentes elos da cotonicultura.

“Além de apresentar a cadeia produtiva do algodão, o programa mostra para crianças e jovens que o agro está muito mais presente em suas vidas do que imaginam. A conexão entre campo e cidade, muitas vezes, parece invisível até para quem mora numa região altamente agrícola”, afirma a presidente da Abapa, Alessandra Zanotto Costa.

Na edição de 2025, o Cotton Cine recebeu mais de 5 mil estudantes durante os seis dias da feira. A animação, produzida 100% com tecnologia de Inteligência Artificial, integra agora o material paradidático oficial do programa.

Educação como estratégia

Criado pela Abapa em 2019, o Conhecendo o Agro nasceu de uma constatação simples: muitas crianças crescem rodeadas por lavouras de algodão sem nunca entender o que acontece nelas. O programa foi desenhado para mudar isso, aproximando o universo da cotonicultura do cotidiano escolar por meio de materiais paradidáticos, formação de professores, visitas técnicas e projetos desenvolvidos em sala de aula ao longo do ano letivo.

O que começou em 2019 com duas cidades e uma fase piloto chegou a 2026 com números expressivos: 165 mil estudantes, 3,6 mil professores e 594 escolas contempladas em 14 municípios do Oeste baiano. O programa hoje cobre toda a faixa do ensino fundamental do 1º ao 9º ano, e inclui também a Educação de Jovens e Adultos (EJA).

O Conhecendo o Agro é parte de uma visão mais ampla da Abapa sobre o papel da educação na sustentabilidade da cotonicultura regional. Ao investir na formação de estudantes desde o ensino fundamental, a entidade aposta na construção de uma geração que, no futuro, possa contribuir para o setor, como produtores, técnicos, pesquisadores ou simplesmente como cidadãos que entendem e valorizam o campo.

 

CTR do Algodão integrada de prevenção fitossanitária durante a Bahia Farm Show

 

Em reunião realizada na tarde desta quinta-feira (11), durante a Bahia Farm Show, a Comissão Técnica Regional do Algodão (CTR) deliberou por manter inalterado o calendário do plantio, em linha com a portaria 77/2025 da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) para o Controle Fitossanitário do Bicudo-do-Algodoeiro. O período autorizado para o plantio do algodão é de 21 de novembro a 10 de fevereiro no Oeste da Bahia, e de 1º de novembro a 10 de fevereiro na região Sudoeste.

A reunião da CTR do Algodão ocorreu após a da CTR-Soja, reforçando a integração entre as culturas. Participaram representantes da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), da Fundação Bahia, da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri), além de outras entidades, pesquisadores e entomologistas.

A presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Alessandra Zanotto Costa, destacou a importância do alinhamento permanente entre os diferentes elos da cadeia. “A reunião foi um sucesso. É importante ressaltar essa preocupação de integrar o manejo, pensando principalmente em prevenção e não quando o problema já está instalado. Esse trabalho conjunto tem sido fundamental para mantermos os bons resultados fitossanitários que a Bahia alcançou ao longo dos anos”, afirmou.

Durante a reunião, foram debatidas ações de monitoramento e controle de pragas, além da utilização de novas ferramentas tecnológicas para apoiar a tomada de decisão no campo. O gerente do Programa Fitossanitário da Abapa, Giorge Gomes, apresentou um aplicativo que está em desenvolvimento pela Abapa para auxiliar na calibração de aeronaves e equipamentos de aplicação agrícola.-. A proposta inicial é criar um banco de dados que permita acompanhar informações relacionadas às aplicações e às áreas atendidas. Em uma segunda etapa, a ferramenta poderá incorporar o monitoramento das armadilhas de bicudo instaladas nas propriedades.

Outro destaque da programação foi a apresentação do fiscal agropecuário Adab, Samuel Martins Dourado, que trouxe um panorama das ações de fiscalização realizadas em 2026. Segundo os dados apresentados, todas as 123 fazendas participantes do Programa de Incentivo à Cultura do Algodão da Bahia (Proalba) foram fiscalizadas neste ciclo, alcançando 100% de cobertura.

A perspectiva positiva para a safra também esteve entre os assuntos abordados. Alessandra ressaltou que os resultados observados no campo apontam para mais um ciclo de forte desempenho da cotonicultura baiana. “Se tudo caminhar como estamos observando até agora, teremos mais uma safra recorde de algodão. Esse resultado é consequência direta do comprometimento dos produtores com as boas práticas agrícolas, da pesquisa e do trabalho integrado que realizamos ao longo de todo o ano”, destacou.

 

CTR da Soja

Para a cultura da soja, o encontro ratificou as regras estabelecidas para a safra 2026/2027, incluindo o vazio sanitário e o calendário de semeadura definidos pela Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab).

As discussões tiveram como base as Portarias nº 40, de 19 de maio de 2026, e nº 50, de 3 de junho de 2026, publicadas pela Adab. As normas mantêm o vazio sanitário da soja e estabelecem o calendário de semeadura para a safra 2026/2027, com plantio autorizado entre 8 de outubro e 31 de dezembro. O vazio sanitário ocorrerá entre 26 de junho e 7 de outubro. Também foi mantida a possibilidade de semeadura excepcional a partir de 25 de setembro, mediante autorização prévia e cumprimento de exigências técnicas e fitossanitárias voltadas ao controle da ferrugem asiática.

 

Abapa e Inema dialogam sobre outorgas ambientais e segurança hídrica para a cotonicultura

A Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) recebeu, nesta quinta-feira (11), na Vila do Algodão da Bahia Farm Show, o diretor-geral do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema), Eduardo Farias Topázio, para uma reunião institucional sobre outorgas ambientais e o acesso à água para irrigação nas lavouras do Oeste da Bahia. O encontro, marcado pela abertura ao diálogo por parte do gestor estadual, evidenciou a disposição de ambas as instituições em construir caminhos conjuntos para garantir segurança jurídica e produtiva aos cotonicultores da região.

A presidente da Abapa, Alessandra Zanotto Costa, colocou na mesa a preocupação central dos produtores associados: a morosidade e a insegurança no processo de concessão de outorgas de uso de recursos hídricos, instrumento essencial para a regularização das áreas irrigadas. Com o irrigado já representando mais de 40% da área plantada com algodão no estado na safra 2025/2026, e em franca expansão, a questão deixou de ser periférica e passou a integrar o núcleo das decisões estratégicas do setor. Participaram do encontro o vice-presidente, Douglas Orth, o diretor executivo, Gustavo Prado, e o assessor jurídico, Carlos Palmeira.

“A regularização ambiental é um compromisso que os nossos produtores levam a sério. O que precisamos é que os processos avancem com a mesma seriedade do lado institucional. Outorgas pendentes significam insegurança jurídica, dificuldade de acesso a crédito e risco para investimentos que já estão no campo. Viemos aqui com esse problema concreto e saímos com a percepção de que há abertura real para buscar soluções”, afirmou Alessandra Zanotto Costa.

Diálogo técnico e institucional

Eduardo Farias Topázio demonstrou receptividade às pautas apresentadas. Servidor de carreira do Inema, onde atuou como diretor de Recursos Hídricos e Monitoramento Ambiental antes de assumir a direção-geral, Topázio reconhece os entraves estruturais do órgão e tem sinalizado, desde sua posse, o compromisso com processos mais ágeis e transparentes. O diretor-geral tem defendido publicamente que a outorga de uso da água é um ato autorizativo sobre um direito assegurado em lei, e que o papel do Estado é garantir o acesso equitativo e sustentável a esse recurso, não criar barreiras ao uso legítimo.

 

Abapa reúne-se com Sefaz e Seagri para tratar das mudanças no regulamento do ICMS

Os impactos sobre o agronegócio baiano do Decreto nº 24.540/2026, que alterou o Regulamento do ICMS do Estado da Bahia e restringiu o regime de diferimento aplicável às operações com produtos agrícolas, foram tema da reunião realizada nesta quinta-feira (11), durante a Bahia Farm Show, entre representantes da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), da Secretaria da Fazenda da Bahia (Sefaz) e da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri).

A presidente da entidade, Alessandra Zanotto Costa, o diretor executivo Gustavo Prado e o assessor jurídico Carlos Palmeira apresentaram as preocupações do setor produtivo em relação às alterações promovidas pelo decreto, que redesenhou o aproveitamento de incentivos fiscais estaduais e gerou questionamentos sobre seus efeitos para atividades estratégicas da agropecuária baiana, entre elas a cotonicultura.

Para a presidente da Abapa, é fundamental que as particularidades da atividade agrícola sejam consideradas na avaliação dos impactos da medida. “O produtor trabalha com planejamento de longo prazo e grande parte das decisões da safra é tomada com antecedência. Por isso, precisamos de previsibilidade e segurança jurídica para manter os investimentos e a competitividade da produção baiana”, destacou.

O representante do Sefaz disse que as manifestações encaminhadas pelas entidades estão sendo analisadas e que o diálogo permanecerá aberto para a construção de soluções que tragam segurança jurídica e operacional aos contribuintes.

 

Podcast reúne lideranças do agro e destaca a força da atuação conjunta das entidades

 

A união entre representatividade, pesquisa e desenvolvimento regional foi o tema central de um podcast especial realizado na manhã desta quinta-feira (11), no estande da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), durante a Bahia Farm Show. Participaram da gravação, a presidente da Abapa, Alessandra Zanotto Costa, o presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Moisés Schmidt, e o presidente da Fundação Bahia, Jarbas Bergamaschi, que destacaram a trajetória de colaboração entre as entidades e os resultados alcançados pelo setor ao longo das últimas décadas. O programa ainda não tem data para ir ao ar.

Durante o bate-papo descontraído, os dirigentes lembraram que o espírito de cooperação acompanha a história da ocupação agrícola do Oeste da Bahia e foi fundamental para a consolidação da região como uma potência do agro. Entre as conquistas construídas coletivamente estão a Bahia Farm Show, os investimentos em pesquisa, os programas de desenvolvimento do setor e a estrutura compartilhada que abriga importantes instituições ligadas ao agronegócio regional.

Para Alessandra, a força das entidades está na complementaridade de suas atuações. “A história do Oeste da Bahia foi construída com base na colaboração. Abapa, Aiba e Fundação Bahia possuem papéis distintos, mas trabalham por um objetivo comum de fortalecer a produção, gerar conhecimento e criar condições para que o produtor continue evoluindo. Quando atuamos juntos, ampliamos nossa capacidade de construir soluções e defender os interesses do setor”, afirmou.

Fonte: Imprensa Abapa

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