Servidor do DPT foi preso em Luís Eduardo Magalhães e é investigado após uma colega de trabalho identificar uma câmera instalada em espaço utilizado por funcionários para troca de roupas. Ordem de serviço determina atuação temporária na Coordenadoria Regional de Polícia Técnica de Vitória da Conquista.
Uma decisão envolvendo um perito criminal investigado após uma colega de trabalho perceber a presença de uma câmera instalada em um espaço utilizado por funcionários para troca de roupas está provocando forte reação entre servidores ligados ao Departamento de Polícia Técnica (DPT). Após o caso ocorrido em Luís Eduardo Magalhães, no Oeste da Bahia, o profissional foi designado para atuar temporariamente na Coordenadoria Regional de Polícia Técnica (CRPT) de Vitória da Conquista.
O Conquista News opta por preservar o nome do servidor neste momento, uma vez que o caso permanece sob investigação.
O perito, de 40 anos, foi preso no último domingo (27), em Luís Eduardo Magalhães. Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil e pela imprensa baiana, ele é investigado por suspeita de importunação sexual e pela instalação de uma câmera em um ambiente utilizado por funcionários para troca de roupas. Equipamentos eletrônicos e uma arma de fogo foram apreendidos, e o material deverá passar por perícia.
Conforme informações divulgadas sobre o caso, a colega de trabalho teria percebido a presença da câmera no local e flagrado o servidor manuseando o equipamento. O espaço seria utilizado por funcionários para trocar de roupa. As circunstâncias e o conteúdo eventualmente registrado pelo dispositivo fazem parte da investigação.
Após audiência de custódia, o servidor foi colocado em liberdade para responder ao processo. O DPT informou ainda que abriu procedimento administrativo para apuração do caso e anunciou o afastamento do profissional das atividades por 60 dias.
Apesar da gravidade das suspeitas investigadas, uma Ordem de Serviço publicada pelo Departamento de Polícia Técnica determina que o perito passe a servir temporariamente na CRPT de Vitória da Conquista.
A Ordem de Serviço nº 006/2026 – DPT/SSP, assinada pelo diretor-geral do DPT, Osvaldo Silva, e datada de 29 de setembro, informa que a medida atende a uma decisão judicial. O documento estabelece que a designação é provisória e não representa mudança definitiva de lotação. Também determina que caberá à chefia da CRPT de Vitória da Conquista definir as atribuições que serão desempenhadas pelo servidor.
A determinação causou indignação e preocupação entre integrantes da unidade de Vitória da Conquista, segundo relatos recebidos pelo Conquista News. O principal questionamento é sobre a decisão de direcionar para outra coordenadoria um servidor envolvido em uma investigação dessa natureza, em vez da adoção de uma solução administrativa que evitasse sua atuação em outra unidade regional enquanto os fatos são apurados.
É importante destacar, porém, que a própria ordem de serviço afirma que a transferência temporária decorre de ordem judicial. Por isso, ainda é necessário esclarecer quais condições foram determinadas pela Justiça e qual margem administrativa o DPT possuía para definir a unidade onde o servidor cumpriria suas atividades
O DPT informou anteriormente que a Corregedoria instaurou apuração administrativa paralelamente à investigação criminal e afirmou que a vítima recebe acolhimento desde que o órgão tomou conhecimento dos fatos. A instituição declarou ainda que colaborará com as investigações e adotará as medidas cabíveis.

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Uma entidade representativa também divulgou nota de solidariedade à vítima, repudiando práticas de assédio moral ou sexual, constrangimento, violência e violação da intimidade no ambiente de trabalho.