Lula ‘faz o diabo’ para reverter as intenções de voto, mas Flávio reage com firmeza A situação de Lula é bastante desconfortável, quase dramática A poucos dias da votação do segundo turno para presidente, Lula raspa o tacho com todas as medidas disponíveis para a caneta presidencial. É uma tentativa quase desesperada para reverter uma incômoda vantagem conquistada por Flávio Bolsonaro. O presidente percebeu que, insistindo nas mesmas estratégias, não […]

A situação de Lula é bastante desconfortável, quase dramática

A poucos dias da votação do segundo turno para presidente, Lula raspa o tacho com todas as medidas disponíveis para a caneta presidencial. É uma tentativa quase desesperada para reverter uma incômoda vantagem conquistada por Flávio Bolsonaro. O presidente percebeu que, insistindo nas mesmas estratégias, não sairia do lugar.

A situação de Lula é bastante desconfortável, quase dramática. As pesquisas não lhe são favoráveis. De todos os institutos, o que mais se aproximou do resultado no primeiro turno foi a Gerp, a única a apontar Flávio à frente na véspera. Ela merece, portanto, ser levada em conta com mais atenção.

A pesquisa que acertou

Agora, no segundo turno, esse mesmo instituto dá 10 pontos de vantagem para o candidato da oposição nos votos válidos. Os outros, que erraram mais no primeiro turno, também mostravam Flávio na dianteira até esta quarta, com diferenças menores, algumas dentro da margem de erro.

Por isso, a dez dias do pleito, Lula adota a política do vai ou racha. Pelo levantamento do Poder360, o pacote de bondades do ano eleitoral chegou a R$ 248,7 bilhões. O que se questiona é o que o governo eleito fará para cobrir esse rombo financeiro.

Bilhões para conquistar votos

As medidas eleitoreiras parecem não ter fim. A mais recente é o Prospera MEI, anunciado na terça, que inclui perdão de R$ 12,86 bilhões em dívidas com a União e o Pix MEI. Na sexta passada, o governo zerou os tributos federais da gasolina, por 30 dias. Tudo ali na boca da urna. Explicações é que não faltam. Para justificar a medida, o governo alega a alta do petróleo com a guerra no Oriente Médio e diz que ela é temporária.

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