O mês de outubro foi marcado por duas captações de órgãos no Hospital do Oeste (HO), complexo hospitalar vinculado ao Governo do Estado e administrado pelas Obras Sociais Irmã Dulce (OSID). Com essas doações de órgãos, o Hospital do Oeste contabiliza dois fígados, dois corações e quatro rins captados neste ano. Os procedimentos só foram possíveis graças à sensibilidade e solidariedade das famílias dos doadores, que promoveram a esperança a pacientes que precisam de um transplante de órgãos para viver.
“Nossa equipe Hospitalar de Doação para Transplantes ( e-DOT), formada por um grupo multiprofissional de profissionais de saúde, conduziu de maneira exemplar essas captações, desde as condutas dos complexos protocolos, a entrevista familiar para o aceite, o transplante dos órgãos e o translado até o aeroporto. Estamos com esse sentimento positivo, de esperança com a vida. Nossa missão é salvar, de todas as maneiras”, comenta Marina Barbizan, líder geral do HO.
A líder da unidade destaca a importância do aceite da família e pontua que a doação de órgãos é essencial para quem enfrenta insuficiência renal, cardíaca ou hepática. “O transplante representa a sobrevivência, a recuperação da autonomia e o retorno à convivência familiar”, diz. De acordo com dados da Secretaria da Saúde da Bahia (SESAB), a negativa familiar é um fator preocupante, sendo que a média no Estado é de que a cada dez famílias de possíveis doadores apenas quatro dizem sim à doação. No Brasil, o processo de doação de órgãos é referência mundial por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), que oferece todo o processo de transplante de maneira gratuita.
Na Bahia, a Coordenação do Sistema Estadual de Transplantes (COSET), em parceria com o Sistema Nacional de Transplantes (SNT), planeja, gerencia, executa, acompanha e fiscaliza todas as atividades relacionadas às condições para a retirada de órgãos. “Existe uma fila de pacientes que aguardam órgãos, a COSET faz essa triagem e de acordo com o grau e necessidade e compatibilidade, encaminha para o SNT direcionar o órgão. Na última captação realizada pelo HO (dia 23 de outubro), os rins e válvulas cardíacas foram para Salvador, já o fígado foi para o Amazonas pela Força Aérea Brasileira (FAB). É um esforço coletivo, as captações devem ser céleres, existe um tempo cronometrado no processo de retirada e transplante. A equipe realizou um excelente trabalho junto ao Sistema Nacional de Transplantes”, destaca João Carlos Soares, enfermeiro e presidente da e-Dot do Hospital do Oeste.