Que o Pix é um sucesso no Brasil isso ninguém pode negar. O que não se imaginava é que até realeza a plataforma de transferência do Banco Central teria. Brincadeiras à parte, um novo golpe nas redes sociais oferece retorno de até 1.000% sobre valores enviados, chamado de Rei do Pix.
É dessa forma que golpistas trocam quantias provenientes de atividades ilícitas, passíveis de bloqueio pelo banco, por dinheiro livre para utilização. Os perfis, como o Rei do Pix, oferecem uma lista de possíveis trocas ao usuário: se ele transferir R$ 10, receberá R$ 100. Caso a quantia enviada seja de R$ 500, terá um retorno de R$ 5.000.
Na maioria das vezes, a vítima não recebe nada em troca. Os golpistas sacam rapidamente a quantia enviada para não dar tempo de alguma instituição cancelar o processo. No entanto, raramente alguém consegue o retorno prometido, pelo menos por um curto período de tempo.
De acordo com Thiago Chinellato, delegado da Divisão de Crimes Cibernéticos na Polícia Civil de São Paulo, esse dinheiro enviado é oriundo de crimes – como clonagem de cartão, o que posteriormente deverá ser confiscado.
A vítima pode virar cúmplice?
O detalhe é que muitos desses perfis deixam claro que o dinheiro enviado é oriundo de atividades ilícitas, exibindo informações sobre contas bancárias e cartões sequestrados. Se comprovada, a ciência do cidadão acerca da origem do montante recebido permite sua caracterização como cúmplice do crime.